Filipe Branquinho
Filipe Branquinho
Casa de ferro, recepção, 30 x 45 cm, 2014
Filipe Branquinho
Filipe Branquinho
Casa Velha, palco, 30 x 45 cm, 2011
Filipe Branquinho
Filipe Branquinho
Cine teatro África, consolas, 30 x 45 cm, 2014
Filipe Branquinho
Filipe Branquinho
Cine teatro Gil Vicente, plateia, 30 x 45 cm, 2011
Filipe Branquinho
Filipe Branquinho
Escola Secundária Josina Machel, salão de festas, 30 x 45 cm, 2014
Filipe Branquinho
Filipe Branquinho
Piscina do Maxaquene, 30 x 45 cm, 2013

Filipe Branquinho

Filipe Branquinho (n. 1977, Maputo) tem formação em arquitectura e segue uma dupla carreira de fotógrafo e ilustrador.

Branquinho aborda questões do foro social, debruçando-se sobre a realidade de Moçambique, especialmente os modos de vida da população, as mitologias e as dinâmicas urbanas. Na sua prática, explora temas como a diferença de classe, a política, a memória colectiva ou o trabalho.

O seu estilo combina a sua filiação arquitectónica e a sua familiaridade com a “escola” fotográfica moçambicana, fundindo géneros como o retrato e a paisagem. As suas fotografias registam indivíduos, normalmente tipificados em grupos, em cenários que os identificam tanto a nível pessoal como profissional, assim revelando a sua personalidade e os seus ambientes.

Num projecto agora em curso, intitulado “Lipiko”, em que utiliza máscaras mapiko de tradição maconde, associa desenho e fotografia com um forte sentido de sátira para propor a reflexão sobre aspectos e valores da actualidade nacional.

Nas séries anteriores têm-se sucedido projectos fotográficos que propõem a leitura da realidade actual de Moçambique, em geral sobre a identidade urbana, as pessoas e o seu espaço na cidade, entre memórias e o presente, a actualidade nacional e a tradição: “Ocupações” (retratos de habitantes anónimos nos seus lugares de trabalho ou de vida – PHOTOQUAI 2013 e Revue Camera, Paris, no 2, 2013); “Showtime”, 2013 (retratos de mulheres num regresso à Rua Araújo que evocava Rangel e Cabral); “Interior Lanscapes” (arquitecturas de Maputo e a reutilização de velhos espaços do tempo colonial – Prémio POPCAP 15 de Fotografia Africana); “Gurué 15° 28‘ S 36° 59’ E” (as imensas paisagens do chá na Zambézia).

É um trabalho com evidente coerência temática e sempre sem concessões à facilidade ou ao exotismo.

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